Internacional

Notas sobre as Jornadas de Maio na Bolívia

por Julian Ledezma 18 de maio de 2026: as multidões convocadas pela Central Operária Boliviana, pela Federação Sindical de Camponeses Tupak Katari de La Paz, pelas Federações de Professores Urbanos e Rurais de La Paz, a Federação dos Trabalhadores Industriais e outros setores, além da marcha “Pela Vida para Salvar a Bolívia” convocada pelo setor de Evo Morales, convergiram da cidade de El Alto e de outras zonas para a Praça Murillo, sede do governo e do Congresso boliviano, cercando a praça por cerca de quatro horas, em meio a confrontos com a polícia, que reprimiu duramente a mobilização. A consigna central: “Renúncia de Rodrigo Paz Pereira!” O que se viveu nesse dia foi uma das consequências de um agudo processo de desgaste político do governo de Rodrigo Paz, seis meses após sua vitória eleitoral e posse em 22 de outubro de 2025. Acúmulo do desgaste do governo de Paz Desde sua posse, o governo de Rodrigo Paz vem aplicando medidas de ajuste, sob o pretexto de reverter a crise econômica, com uma orientação clara de favorecer o setor agroindustrial da oligarquia boliviana e transferindo o peso da crise para os trabalhadores e o povo empobrecido. Começou nomeando um gabinete